quinta-feira, 1 de maio de 2008

Traição


Quero rasgar-te os olhos do teu rosto podre...
Matar-te tantas vezes que não existam cemitérios no mundo para te enterrar.
Destruíste-me sem pensar duas vezes...
A minha alma foi um monte de cinzas que espalhaste ao vento...
Implodiste o meu mundo como se fosse um castelo de cartas...

Puta...

Aquele era o nosso lar, ali viviam os nossos filhos...
Tenho nojo de lá entrar, sinto os vossos cheiros no ar...
Quero deitar aquilo abaixo e apagar-te da minha vida...
Pegar fogo à casa e queimar-te a ti e a ele lá dentro...
Matar-te mil vezes e apagar a tua existência da minha memória...

Puta...

Dizes que me amas e me queres,
que tudo foi um erro sem valor e sem sentido,
estavas confusa e perdida, com a mente perturbada,
que ele nada é para ti, um corpo e nada mais...

Puta...

Cada gemido teu, uma facada no meu coração,
Cada grito de prazer teu, um murro no meu rosto,
Cada caricia entre os dois, um pontapé no meu peito,
Cada orgasmo, uma bala na minha cabeça...

Puta...

Espero que morras sozinha,
Espero que te desfaças no vento,
Espero que apodreças no éter,
Espero que sofras o que sofri,
e morras sem nunca mais seres feliz...

Publicado em World Art Friends

2 comentários:

Paula disse...

Gostei de o ler no World e lei-o aqui também!

Muito força e mágoa!

Espero que já esteja ultrapassada!

Abraço

Petra Souto disse...

MEU DEUS!

QUANTA INTENSIDADE!

FIQUEI SEM FÔLEGO...

MUITOS PARABÉNS!!!!!