terça-feira, 25 de março de 2008

Deixa-me morrer...


deixa-me só...
prefiro a escuridão molhada das minhas lágrimas à tua luz doentia...

amo-te um amor sem limites,
uma paixão que dilui a minha alma em gotas de sacrifício...

amo-te
sem perceber os limites do teu ser,
sem perceber que és a dor doentia de um luar sem lua,
sem perceber porque que és a imagem que nasce no meu acordar e não morre no meu sereno adormecer,

Mas tu não me deixas morrer...

brincas a desfazer os meus sentimentos como uma criança desfaz uma teia,
sem quereres saber da minha dor, do meu choro, do meu coração...
para ti sou um brinquedo que te distrai ...
usas-me, abusas-me ...
sou o que te faz feliz por ser teu, todo teu...
quando nada me dás em troca, quando apenas te queria a ti...

Mas tu não me deixas morrer...

destróis a minha alma com os teus risos ... gozas com o que sinto ...
só queres o prazer que teu dou, desfeito a teus pés ...
preciso de ti, vivo por ti ... só sou eu quando estou contigo ...
choro rios de sangue que desaguam em lagos repletos de desespero...
não consigo mais,

Mas tu não me deixas morrer...

Publicado em World Art Friends

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