quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Fuga


Capítulo I

D acordou com a ressaca do costume. Boca seca, voz arranhada, o corpo mole e dorido. Enjoado procurou algo para beber, mas só encontrou uma cerveja entornada..."Também serve", pensou D enquanto limpa as remelas dos olhos.
Bebeu o pouco liquido azedo e quente que existia na garrafa de Super-Bock, mas começou a ficar mal disposto. O seu figado, doente e pesado, fonte do tom de pele amarelada que D nos últimos tempos apresenta, deixa-o sempre enjoado e com vómitos. Hoje não é excepção.
D afasta o mosquiteiro que protege a sua cama e corre para o quarto de banho. Tropeça em alguma roupa que está espalhada pelo chão, e cai desamparado sobre uma cadeira...bate com a testa num braço desta e faz um pequeno golpe...a roupa de dias acumulados cai ao chão, bem como a sua pistola e uma soqueira. "Fodasse, não tenho sorte nenhum!" Exclamou D ainda mais amarelado e com sangue a aparecer na testa.
Levanta-se e pega na pistola e arruma-a em cima de uma mesa que faz de cómoda do quarto. O calor já começa a afectá-lo e D interroga-se que horas serão. Olha a volta desorientado enquanto limpa o sangue a uma camisa que estava suja no chão. Não vê nenhum relógio ou telemóvel, por isso vai à persiana fechada para ver se já é de dia. O sol forte cega-o e quase não consegue acabar de abrir a persiana. A luz que ilumina o quarto deixa perceber as rachadelas nas paredes e a humidade no tecto e D lembra-se que aquela espelunca nunca seria a pensão de 4 estrelas que anunciavam no jornal.
Quando consegue abrir os olhos, D observa a paisagem. O mundo continuava, mas as naves aliens não paravam de descarregar armamento e pessoal na avenida principal da cidade...

Fim do capitulo I.

1 comentário:

Anónimo disse...

Para quando a continuação...