sábado, 19 de julho de 2014

Life

Neste jogo da vida, pratico contra mim mesmo e não me deixo ganhar...

sábado, 2 de novembro de 2013

Caminhar







Os dias felizes fogem, num correr fugaz e colorido
Mesmo quando estou em ti, não sei se somos nós
Para onde fugiu o romance perdido?
Por onde devo procurar a nossa voz?

Quando estamos juntos, nunca me ouves...
Quando estamos juntos, nunca me salvas...
Quando estamos juntos, nunca me sentes...
Quando estamos juntos, nunca me amas...

Como conseguirei caminhar sem ti?

Estamos tão longe quando estamos perto
Estamos vivos mas o nosso amor morreu
Só queria desaparecer no seco deserto
Recordar um amor que já não é meu

Quando estamos juntos, não somos nada...
Quando estamos juntos, não somos os dois...
Quando estamos juntos, não somos madrugada...
Quando estamos juntos, não somos corações...

Como conseguirei caminhar sem ti?

De joelhos no chão frio, sem apego ao romance
Sonho com os dias que já foram nossos
Numa existência translúcida vivida em transe
Sinto um frio, desejo errante nos ossos

Caminhar sem ti...
 não...
Caminhar para ti...

Levantar-te nos meus braços, rodopiarmos no céu estrelado
Fazer de ti a minha musa, ter-te sempre ao meu lado
Escrever-te numa ode à beleza, pintar-te nua numa nuvem presa
Levar-te ao céu e cantar-te alto um poema...a ti, minha princesa...

E lembrar-te que juntos, somos mel
E lembrar-te que juntos, somos carrossel
E lembrar-te que juntos, somos romance
E lembrar-te que juntos, temos tudo ao alcance...

E caminhar contigo...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ódio




J. senta-se na mesa, puxando a cadeira gasta pelo soalho sujo...à sua frente, folhas de papel e um lápis mal afiado, roído dos nervos.
J. pega no lápis, olha para a ponta e, a tremer, começa a escrever...


O teu nome em mim ficou gravado
Sem nunca ver a tua face verdadeira
Rasgar-te esse sorriso perverso e imoral
Destruir o teu rosto cruel, e afogar-te no teu fel
És uma falsidade que o mundo não vê, e eu não consigo afastar-te

Vejo o pecado no que dizes, provocando a dor e amargura
E não sei rezar a Deus por ti, nada de amável me sai
Não me acredito que já foste inocente, e agora cresceste nisto
Não me acredito que já foste comum, e num demónio te tornaste

És podre e eu sei que sabes que és
És podre e eu sei que sentes o teu sorriso a matar
És podre e queria por-te um fim
És podre e em mim ficou o teu nome gravado

Espero que no inferno haja um lugar para ti
Ardas, sofras e nada mais possas amar
Os pecados que fizeste te sejam retornados
E por fim chores o que chorar fizeste aos amados

Os teus olhos já não tem luz, e só brilham no egoísmo
O teu tempo já passou e nada te leva
Para parares de apodrecer o mundo
Para finalmente nos deixares em paz



E quando olhas para ti, não vês o mesmo que eu vejo?
Porque, oh, porque, não paras de olhar para mim...



J. pousou o lápis, quase sem bico...levantou os olhos para o espelho partido e baixou a cabeça...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

És Poesia...



És Poesia,
Dança na noite esguia,
Lampejo que perseguia,
Amor que só eu via,
Surtos de paixão que eu sentia...

E quando já não te teria,
Sem ti...desaparecia...
Preenches-me sem demasia...
Assim...como ardor que desafia...
Sou teu...tua Poesia...


_______________________________________
Boss


www.poemassemrima.blogspot.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Miss You...

Fomos na noite um rodopio de luz
dançando na escuridão iluminada pelo desejo
éramos sombras, fugazes, longas, transparentes,
juntos reinamos na fuga à noite eterna...

Éramos noite de luar que não terminava
um eterno lusco-fusco de prazeres malditos
um jorrar de sorrisos cúmplices e sinceros
numa correria etérea pelas nossas ruas sombrias

Mas tu partiste...

Miss you...

Agora és apenas uma voz quente nos meus sonhos
que chora, que grita, que clama, que ama...
uma voz que me mata, que me afasta, que me domina...
és a voz que me enlouquece...

Agora és uma sombra que me entristece,
a luz fria que não me ilumina,
a comida que me envenena,
a saudade que me desvaira...

Miss you...



domingo, 30 de janeiro de 2011

Salvação...


Estou perdido em ti...

Perdido nos teus olhos de mel, acesos com o calor que nos rodeia,
Desespero quando olhas para mim, fazes-me enlouquecer,
Tão perdido, no fundo do nada com uma luz que me encandeia,
Sou um medo de te perder e mais nada ter...

Estou perdido em ti...

Tão profundo, tão escuro, não consigo dormir,
Penso em ti, preciso de ti, sem pensar em mim,
Estou sem forças, para lutar ou fugir,
Deste sonho etéreo, desta batalha sem fim...

Estou perdido em ti...

Estou cego de amor, numa sala sem luz,
Afogo-me no teu carinho, do amor que me enlouquece,
Caiu nos teus braços, no teu colo que me seduz,
És ardor sem dor, numa teia que o amor tece...

Estou perdido em ti...
e em ti tudo encontro quando me perco...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Desvanecência...


Perguntaram-me se tinha deixado de escrever...
Perguntaram-me se tinha perdido a inspiração...
Perguntaram-me se mais nada tinha a declamar...
Perguntaram-me se tinha desvanecido...

Se calhar...não sei...amargura-me ver o blog que tanto prazer me deu a pairar sozinho no éter...a viver de saudades antigas...

Voltarei...sim...ainda não acabei...não me esqueçam...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mail

Foi-me pedido que acrescenta-se um mail ao blog...algumas pessoas queriam compartilhar as suas opiniões mas não queriam que fossem publicas. Pois bem, já está:

poemassemrima@gmail.com

Aproveitem que estará sempre aberto às vossas palavras.

Boss

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Comprimidos...




O quarto é escuro e bolorento...
T está encostado junto a um sofá roto, deitado no chão a segurar uma folha de jornal rasgada... olha para a janela suja e fria, por onde a luz dos candeeiros cria sombras fugazes...levanta-se, vagarosamente e fecha a cortina rasgada...um pouco de claridade da lua ainda entra no quarto, iluminando uma pequena mesa com um telefone...

T senta-se,pesado, no sofá e pega no telefone...marca, lentamente, um número...


T: Tou...sou eu...queria ouvir a tua voz...
...
T: Eu sei...estou bem...não, não me esqueço de tomar os comprimidos...
...
T: Sinto-me só...tenho saudades tuas...quando chegas?
...
T: Não, não me esqueço de tomar os compridos...gosto de ouvir a tua voz de mel...
...
T: Sinto a falta do teu toque de veludo...queria tanto que estivesses aqui...
...
T: Queria que me afagasses o cabelo...passasses os dedos longos pelo meu rosto aspero...
...
T: Porque que demoras tanto? Não vens?
...
T: Não...não me esqueço dos comprimidos...trazes os miudos?
...
T: Gosto do barulho que fazem, da alegria que dão...
...
T: Olha, precisamos de falar mais...preciso de conselhos, da tua sabedoria...as pessoas, os idiotas, magoam-me, ferem-me, arranham-me...
...
T: É, dizem-me coisas impossíveis, só para serem más...queriam fazer-me mal...querem que seja infeliz...
...
T: Não, não me esqueço do tomar os comprimidos...as pessoas queriam que eu tomasse mais, mas eu não tomo...más...estúpidas...todas sem um pingo de amor...invejosas...
...
T: São estúpidas... não sei...quando vens para tomar conta de mim?
...
T: Preciso tanto de ti...do teu sorriso de cristal...não vens?
...
T: Sabes aquela foto tua na neve? Perdi-a...queimei-a...queimei todas...por causa das pessoas más e das coisas ignorantes e sem sentido que dizem...Teve de ser...não fiques chateada...anda...vem...
...
T: Mas tenho a tua foto e a dos miúdos aqui na minha mão...mas queria-vos aqui...a foto não chega...
...
T: Fotos também são ilusões...o teu toque é real...anda...anda ter comigo...acaba com a minha solidão...
...
T: Não, não me esqueço de tomar os comprimidos...estou cansado...espero por ti deitado, pode ser?
...
T: Fome...fome só de ti e do teu toque..anda...estou cansado...anda...
...
T: Volta para mim, meu amor...

T deixa cair o telefone e levanta-se, sonolento, embriagado, tosco, comatoso...caem os compridos ao chão e espalham-se pelo tapete sujo e poeirento...
T recolhe-se numa manta junto ao chão e adormece... da mão cai-lhe um recorte de jornal rasgado, com uma foto de uma rapariga e de duas crianças...o titulo, iluminado pelo luar..."Jovem e dois filhos morrem em trágico acidente de viação"...
O telefone, fora do descanso, repete, vez após vez... "após o sinal...serão duas horas e quarenta e três minutos...beep, beep..."

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Prólogo

O papá boceja a ver mais um canal de desporto e lentamente levanta-se do sofá. Olha e vê a sua filha, Matilde, entretida a brincar com as bonecas, sentada à chinesinha num tapete de várias cores.

-Matilde, está na hora de ires dormir, diz o papá com um sorriso nos lábios.
-Mas papá...ainda não acabei...só mais um bocadinho, pede Matilde com os seus olhos de mimo.
-Já se passou um bocadinho e mais outro bocadinho...anda, eu levo-te para a caminha...dá um beijinho à mamã.

Matilde, com um beijinho e um abraço da mamã, corre para o quarto rosa, decorado com princesas e bonecos, onde os seus brinquedos fazem uma pirâmide num dos cantos. Senta-se na caminha e tira o pequeno robe.
O papá ajudou Matilde a entrar na cama e entregou-lhe a boneca preferida dela. Fez uma festinha e preparava-se para desligar a luz...

-Papá...lês-me a história?
-Uma história...bem, vamos lá ver...uma história...temos aqui...
-Não papá, não uma história...A História!
-Outra vez?! Queres ouvir esta história outra vez? Temos aqui tantas para ler...queres ouvir esta de certeza?
-Sim papá...a história...
-Ok, querida, vamos lá então outra vez.

Matilde sorri e aconchega-se mais com a sua boneca de trapos. O papá pega no livro, já dobrado e amassado de tantas leituras e começa:

-A Princesa Matilde e a Gotinha de Sonho. Era uma vez...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Suspiro...

Senti saudades imensas de escrever... palavras deslizam no meu pensamento e sei que as devia escrever e entoar... sinto a falta da insanidade benéfica que é para mim transmitir emoções por palavras...terei de sair desta letargia...

Suspiro atrás de suspiro...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Prémio Dardos


Partilho convosco mais um momento em que só posso ficar vaidoso e agradecido.

A Sophie Gaarder atribuiu-me o prémio "Dardos".

Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogger, emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc., que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os bloggers, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.

Obrigado Sophie, e recomendo desde já o excepcional blog dela, o Mundos Paralelos. Fantástico blog, com uma visita mais do que obrigatória.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Abafas-me

 abafas-me

 

Abafas-me

Não vês que quanto mais me apertas mais eu te escapo pelos dedos…

Abafas-me

Não vês que já te dei tudo o que tinha …e agora já nada sou do que pequenos medos…

Abafas-me

Não vês que choro porque já não te sinto e apenas sou lágrimas que fluem sem rumo…

Abafas-me

Não vês que só me tocas porque sabes que me perdeste e que estou etéreo como fumo…

Abafas-me

Não vês que nós já não somos nós…eu sou apenas um pouco de eu e tu és muito de ti… tiras-me da alma a cor…

Abafas-me

Não vês que o amor assim não é amor… apenas é silêncio e dor…

Abafas-me

Não vês que mais nada sou e apenas um triste vácuo fiquei….

Abafas-me

Não vês que já parti e que tudo… mas tudo… te dei…

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Grande satisfação

Caro amigos, serve este post não para apresentar um novo texto, mas sim para vos levar ao conhecimento de que fui um dos escolhidos para uma antologia de poemas, com o poema "Sonhei contigo outra vez". O mail que recebi foi este:

"Boa tarde,

Já estão escolhidos os autores e poemas que farão parte do "Maço de Poemas:WAF 2008".

Chegaram-nos mais de 200 poemas de cerca de 80 autores.

Foram decisões difíceis dada a quantidade e qualidade dos textos submetidos.

Parabéns porque foi seleccionado para integrar o "Livro".

O lançamento do "Maço" será no dia 6 de Dezembro de 2008, pelas 22H, no Real Feytoria, no Porto.
"

É com bastante alegria que integro esta selecção de poetas e estendo um grande obrigado ao World Art Friends e ao meu amigo Ex-Ricardo dePinho Teixeira. E já agora um grande obrigado aos meus amigos leitores, que me têm apoiado nestes devaneios literários.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Telefonema...


Ela: Estou...
Ele: Preciso de ti esta noite...
Ela: ...
Ele: Porque hoje já não vou dormir...
Ela: mas...
Ele: Quando penso em ti...
Ela: ...
Ele: começo a suar...dás-me febre...
Ela: mmm...
Ele: Sinto-me sozinho, preciso de ti...
Ela: ...
Ele: tu sabes que sim...anda...
Ela: não sei...
Ele: Somos iguais, sinto-te quente...
Ela: ...
Ele: Desliza até aqui... sabes o caminho...
Ela: mas...
Ele: anda dividir o momento, acalmar o calor...
Ela: não sei...
Ele: Eu já não durmo e tu também não... iguais, tu e eu...
Ela: será...
Ele: O momento é nosso... espero-te aqui...quente...
Ela: quente...
Ele: Preciso dos teus toques lânguidos...
Ela: mmm...
Ele: dos teus movimentos lascivos e esguios...liberta-me...
Ela: hummm...
Ele: Quero-te esta noite...
Ela: ...sim...

...
clic!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A Noite - II

Aquele Pipo só me fode, pensava eu enquanto descia uma calçada íngreme e molhada. Doíam-me a ponta dos pés dos sapatos me apertarem quando estou a descer. Raisparta os sapatinhos de ponta... o meu pai tinha a mania que era finório...era outro cabrão também, isso é que era.

A luz dos candeeiros continuava a fazer sobras esquisitas que me fazia estar atento, mesmo quando só pensava nos gajos... Cabrões os dois, era juntá-los e foder-lhes a boca. Aquele Pipo só me leva pra asneirada. Boi de merda, palmou um telemóvel na mudança que fizemos a semana passada mas fui eu a bater com os costados na esquadra a aturar o boi do Sargento Pires. Teve sorte de eu não o bufar, isso é que foi. Não é que merecesse, pois o cabrão já me tinha denunciado quando gamamos um audi para ir às meninas na barragem. Tive sorte foi que nunca me acusaram. Paneleiro.

Desviei-me de uns caixotes do lixo, destes novos, pra reciclar ou sei lá o quê. Reparo que um dos caixotes, o azul, é mais pequeno que os outros, e tem marcas de queimado no chão. Devem ter pegado fogo ao anterior que ficava naquele lugar. O do lado, o verde, que serve para por as minis e outras cenas de vidro estava meio torto e derreado. Pensei para mim nesta juventude rasca e estes putos só fazem merda...acabam-lhes as pilhas às consolas e vêm para a rua da cabo de tudo...

Lembrei das putas de à bocado e fiquei excitado. Se calhar era mais bem gasto o dinheiro com elas, embora parecessem ja acabaditas e enrugadas. Davam menos trabalho que engatar uma chavala. E era mais rápido. Ia-mos para a Pensão São Teutónio e estava feito. Truz, truz catrapuz. Cinco euros para pensão, que é fixe e limpa, deve ser por ter nome de santo e o dono ser um gayzola de primeira. Trinta euritos pra gaja e lá esvaziava o cofre e saia satisfeito. É uma ideia, mas prefiro o engate.

Não que me fique mais barato...mas na caça é que está o ganho. Primeiro a gaja vai estranhar e olhar para mim de lado a pensar "o que é que este cromo quer?", mas mais uns copos e uma letrazita e a chavala vai estar na minha. Pode ser que tenha carro e assim escuso de perder tempo a tentar ir para casa dela ou de a ir comer para a praia. Tenho de pensar num plano ou uma historita pra lhes dar a volta e elas pensarem que sou um finório cheio de nota e me queiram levar pro saco. Acho que vou ser estudante de medicina que esta a pensar sair do curso para ir um ano pros states para ver se me encontro. Caem sempre nesta.

Começa a chuviscar e ainda estou longe da ribeira. Se piorar ainda chego lá pior que um pinto. Faço contas e acho que posso apanhar um taxizito que ainda me sobram uns cobres...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Eternidade…

 

 

Parece-me uma eternidade desde que escrevi neste blog… já usei as desculpas todas… falta de tempo, um bloqueio, falta de vontade, cansaço, preguiça…

A todos os que visitam na busca de uma novidade, as minhas desculpas… tentarei brevemente partilhar algo convosco.

Afinal, escrever para mim é um prazer, um escape, uma entrada noutra dimensão… e sou sincero…já não o faço há algum tempo…

Pode ser que este seja o mote…

Ao que ainda não desistiram, obrigado.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Todo para ti

Chego cansado de uma jornada incessante,
O mundo escuro pesa nos meus ombros desanimados
Procuro-te ansioso para um beijo revigorante
No ar flutuam mil odores perfumados

Cheguei... estou aqui.. todo para ti...

Esperas por mim, lasciva e quente,
Pensamentos pecaminosos, num estado febril,
Olhas para mim faminta e ardente
Queres o meu corpo, com sensações mil...

Cheguei... todo para ti...

Encontro-te num lençol carmim
Jocosa e desafiante, não olhas para mim
O desejo nasce e cresce, num rodopio sem fim
Tu e eu nus, corpos num frenesim

Todo para ti...

Uso o teu corpo quente para meu prazer
Tiras tu de mim o teu orgasmo devido
Beijo-te e toco-te e levo-te a desfalecer
Em mim ficas numa comunhão sem sentido

Para ti...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Nu de Espada


Procuras em mim o guerreiro que lês nos teus romances
Queres que seja forte, imortal, belo e sedutor
Precisas que, na tua ilusão, te salve todas a vezes
Que em perigo te pões, sem nunca ligares à dor

Queres que guarde a tua alma
Fique de guarda ao teu destino
Sempre atento na manhã calma
Um sentinela feroz e felino

Necessitas de mim nu e inocente
Com a armadura da minha pureza
Ser o teu salvador reluzente
Que te transporta com força e destreza

Pois bem, estou sempre aqui
Nu de espada para ti
Serei sempre o teu guerreiro, o teu amado
Que te salvará do teu triste fado

Juntos seremos no infinito apenas um
Numa aventura eterna e nua
Não temeremos inimigo algum
A minha espada nua será, com amor, tua...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Silencio


Silêncio cruel que me matas o ser
Ter vida sem a ter
Não falar sem perder o estar
Silêncio cruel que cegas o luar

Silêncio cruel que me domina
Perturba a alma e me fascina
Quero matar-te com um grito puro
Silêncio cruel que crias o coração duro

Silêncio cruel que me afundas
Recordas-me cicatrizes profundas
És o pior do meu ser
Silêncio cruel que sem ti não sei viver

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pelo menos tentamos


Acabou...quando te disse esta palavra choraste
Os teus olhos de cristal cresceram com as lágrimas luzidias
Encostaste ao chão, tremeste e de raiva gritaste
Gritaste que não me querias ouvir, mas sabias que as palavras não eram frias

Podia-te dizer muitas mentiras tolas (...mas não digo)
Que a culpa era toda minha e não tua (...e é toda minha)
Que ficarei teu amigo (...e tu bem sabes que não fico)
Que teria outro amor (...mas sabes que só a ti te tinha)

Mas só te disse, sem mentir e sem desencanto
Acabou...mas pelo menos tentamos

A paixão foi quente e arrebatadora, rápida e sem demora
Iludiste-te com a sinceridade da minha calma, com a frágil luz da minha alma
Com os meus gestos cuidados e os toques carinhosos
Com a minha voz colocada e os meus suspiros afectuosos

E agora, foi com ela que ouviste, o que te feriu como uma lança maldita
Acabou...mas pelo menos tentamos

Disse-te que tinha cicatrizes tatuadas na minha alma ferida
Que nunca seria teu para ficar, como nunca serei único e meu
E tu aceitaste, na ilusão de me curares e me dares guarida
De curares os meus males e tornares o meu coração o teu

Fizeste tudo e foi bonito, mas sem perdão ouves o clamor do fim
Acabou, mas pelo menos tentamos

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A Noite - Parte I

Continuei pelo passeio sujo, desviando-me das cascas de laranja que tornavam o chão uma armadilha. O ar estava carregado, o que me fazia sentir cansado e sem forças. Meti a mão ao bolso para ver o meu dinheiro. Tirei umas notas amarrotadas...10, 15, 35, 60 euros. "Já dá para a noite", pensei. Dirigi-me na noite escura para a zona histórica. Sabia que ia estar carregada de turistas e de estudantes bêbados. "Pode ser que dê uma", murmurei entre um sorriso nos lábios..."até me fazia bem".
Os candeeiros da rua iam alternando a minha sombra. Esta crescia e diminuía conforme avança para o meu objectivo. Ia-me fazendo companhia e distraia-me enquanto não chegava. O meu bafo fazia vapor e estava a ficar com o nariz molhado do frio.
Distraí-me com umas prostitutas que conversavam no outro passeio e tropecei num buraco feito pela chuva e pelo uso da calçada. "Porra pra esta merda, pá", berrei, enquanto me equilibrava num salto e me encostava à parede.
As putas riram-se ao me verem quase cair.
Parei e verifiquei se não tinha dado cabo dos sapatos. Eram do meu pai e foram das poucas coisas de jeito que me deixou ao fugir. Isso e dividas. Bem... e um meio-irmão mulato. Os sapatos salvaram-se e não sujaram o lustro que tanto custou a puxar.
Elas riram-se e perguntaram com cara de gozo se estava bem: "Tás bem, môre? Queres uns miminhos? Anda cá à Locas que ela põe-te nos trinques" disse a mais gorda, com a barriga que parecia querer fugir para respirar entre uns calções apertados demais e um top tão curto que quase se viam as mamas em baixo e por cima também.
"Deixa o moço que ele vai ver se tem pito de graça...olha pra ele tão bonitinho", disse a loira desdentada com umas raízes pretas que parecia que lhe tinha ardido o cabelo debaixo para cima, como num incendio florestal.
"Obrigado, moças, mas estou bem", disse atrapalhado. Lá segui o caminho certo que não me tinha sujado. Esta roupa tinha-me custado bem caro. Tive de descarregar a casa de um tipo e montar uma porrada de armários na casa nova. Foi o Pipo que me arranjou o biscate. Mas acho que o cabrão recebeu mais do que as 150 mocas que dividiu comigo. Cabrão. Se estiver ai na noite vou já dizer-lhe das boas.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Agradecimentos atrasados

Caros leitores, amigos e certas e determinadas pessoas que bem sabem quem são...

Este é desde já o meu muito comovido agradecimento. Agradeço a força que me deram, a disponibilidade que demonstraram, a felicidade que partilharam comigo.
Isto prende-se claro com o resultado do concurso do World Art Friends. Para quem ainda não sabe, fiquei em segundo lugar na votação de Poesia (com o poema vencedor da votação do blog, o "Sonhei contigo outra vez") e ganhei o concurso de Prosa com o texto "O tempo que nos separa é o tempo que nos une...".
Isto só foi possível graças aos meus amigos que me apoiaram do inicio ao fim, de todas as maneiras possíveis. A vocês, mais uma vez, o meu muito obrigado.

Mas isto não fica por aqui. Assim, nos dias 23 e 24 de Maio, será celebrado o aniversário da Corpos Editora (a editora do Ex-Ricardo dePinho Teixeira) que é a responsavel pelo forum do W.A.F. Neste aniversário, que terá inumeros eventos, como lançamentos de livros e actuações ao vivo, terá num dos seus momentos, dia 24, a atribuição dos prémios do 1º Concurso do World Art Friends. Tem aqui o link para todo o cartaz.
Conto estar presente e conto estar convosco, meus amigos, neste momento tão sui generis.
A todos o meu sincero agradecimento.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O nevoeiro que nos conforta...


Hoje, a longa bruma da madrugada envolveu-me nos seus braços, fez-me sentir menino, fez-me sentir seguro... seguro para contar todos os meus medos ao nevoeiro desconhecido e sombrio...medos que só têm os covardes... covardes... sim, covardes, aqueles que não vêem o que tem à frente, covardes que não abrem o coração...covardes que não confiam...

Hoje, fui covarde... o nevoeiro chamou-me de covarde... “porque não confias?” disse ele... “porque não acreditas no que o teu coração te diz?”... “porque é que amas e acreditas, mas continuas a não querer acreditar?”....

Sei lá...quis dizer algo de bonito ao nevoeiro, mas não fui capaz... simplesmente, não fui capaz...

Sentia-me desorientado, confuso, perdido... como é difícil estar perdido no meio do nevoeiro... queria gritar, queria espernear, queria bater, esmurrar, dar pontapés... mas o nevoeiro é etéreo, o nevoeiro não sente...

Às vezes, queria ser como o nevoeiro... não sentir...poder desvanecer no ar com uma simples brisa... desaparecer na escuridão da noite... no brilho das estrelas... eu queria... mas não queria...

É bom sentir... é bom suspirar de felicidade...é bom sorrir quando algo de quente nos invade o coração, e nos tira a venda dos olhos... é bom ver através do Amor...

Porque é que o Amor é tão bom? Podia ser como uma sensação qualquer, que se esgotasse mal fosse satisfeita... mas o Amor não se esgota... o Amor transforma-nos... o Amor liberta-nos...

O nevoeiro tinha razão... sou um covarde... soube disso nos braços do nevoeiro, soube disso no momento em que me encontrei... no momento em que descobri a solução para os meus medos... tão simples... tão lindo... o Amor...

E ele está perto... muito perto... quase posso tocar-lhe, quase posso senti-lo... ele é um sorriso sincero, um olhar carinhoso, um carinho espontâneo... é... ele está aqui... sinto-o... dentro do meu peito, no coração... invade-me a alma... faz-me renascer... faz-me vibrar... quero rir...quero chorar...

Só queria ser feliz... feliz como o nevoeiro que conforta os apaixonados... covardes e os que já ultrapassaram tudo... os que já são felizes...

Só te queria ao meu lado...

Publicado em WorldArtFriends

domingo, 11 de maio de 2008

Reflexo solitário



Tenho medo...
Olho para mim sem cor e fico desolado e em terror,
Não sou belo nem bonito, olho para o meu rosto e grito,
Quero sair daqui, deste medo... fugir de ti, de mim, saltar do penedo,
Estou feio e vergonhoso, triste e não fogoso...

Tenho medo...
Olho o espelho embaciado, vejo um rosto sujo e carregado,
Um reflexo que me diz, és triste e quiçá infeliz,
Detesto-me sem piedade, sou um derrotado sem verdade,
Apago a luz e choro sozinho, lágrimas tontas que caem no caminho...

Tenho medo...
Um negro manto cai sobre meus ombros,
solidão pesada que me desfaz em escombros,
grito para o espelho que nada responde,
pergunto-lhe o que tão sombrio me esconde...

Tenho medo...
Vejo aquele pateta triste e desolado,
que chora ao ver-se só e em pecado,
geme baixinho com a sua dor,
só quer crescer e encontrar o amor...

Tenho medo de não encontrar o amor
de sozinho olhar sempre o espelho e desesperar na dor...
Tenho medo de um dia acordar
e de sozinho continuar a chorar ao luar.

Publicado em WorldArtFriends

domingo, 4 de maio de 2008

Votação no World Art Friends

Caros amigos, o poema já foi a concurso e a votação está em aberto e acaba dia 10 de Maio. Como alguns de vós perguntaram como poderiam votar, o esquema é o seguinte: após inscrição no World Art Friends, o link para a votação está na página principal. Propus um poema e uma prosa, pelo que os dois estão a votos.
Cada login apenas tem direito a um voto numa das categorias.
Sim, já votei em mim, nos poemas e nas prosas.
Assim, conto com os vossos votos.

O forum:
www.worldartfriends.com

o link directo para voto:
http://www.worldartfriends.com/modules/newbb/viewforum.php?forum=8

Muito obrigado

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O Amor é como uma Rosa


Quando os poetas de alma doce e romântica de tempos longínquos falavam do Amor, comparavam-no às Rosas.... porque o Amor pode ser como uma Rosa...lindo, sedoso, com um cheiro penetrante, suave, sedutor, que enlouquece os nossos sentidos e nos deixa como a pairar num céu de nuvens cor-de-rosa, que nos transforma em borboletas sorridentes, que esvoaçam num frenesim de cor e sensações de prazer...

Mas a Rosa tem espinhos... espinhos que nos picam quando menos esperamos e que nos fazem recuar ante tal beleza... porque o medo de nos picarmos é por vezes forte demais...

Também o Amor... também este sentimento que leva qualquer um à loucura e à uma multiplicidade de sentimentos de prazer... também o Amor tem espinhos... espinhos que nos provocam medos... medos que nos levam a rejeitá-lo, a negá-lo, a temê-lo, a afastá-lo...

Um desses espinhos na flor do Amor é o frio e cruel sentimento do Ciúme... sim, o Amor gera felicidade, gera loucura, mas também pode criar o Ciúme, o demóniozinho dos olhos verdes... que nos leva à tristeza, ao desespero, nos leva de volta ao medo, a temer que toda a felicidade e loucura do Amor sejam uma ilusão...

E eu já vi a face do Ciúme nos meus olhos.... e não gostei... criou em mim um medo que há muito não sentia... um sentimento de revolta que transformava o meu coração num bloco de gelo vingativo, que me levava a temer o pior, a querer fugir para o escuro, para onde não pudesse ser magoado...para longe do Amor...

Mas eu não quero fugir do Amor... quero abraça-lo, quero senti-lo, quero transformar-me na borboleta que esvoaça sem rumo, que vê o mundo pelos olhos da vida, pelos olhos da luz....

Sim, tenho medo dos espinhos do Amor... mas sei que há algo que afasta de mim o sentimento negro do Ciúme... é a luz da tua voz, o calor do teu olhar, a ternura do teu sorriso, a doce meiguice do teu toque...

Há alturas em que a vergonha surge espontaneamente, e nos obriga a pedir perdão... a pedir que tenhas compreensão pelas inseguranças, pelos medos que os espinhos me criam, pela insegurança das minhas palavras, pelo riso tremulo que esconde os meus sentimentos...

Ás vezes gostava de ser um poeta para poder dedicar-te o mais lindo poema do mundo, pois só este seria digno de passar pelos teus olhos... um poema que falasse de Rosas, de felicidade, de Amor, de ti... de nós...

Mas não sou ... queria ser, mas não posso ser algo que não nasci para ser... só espero que gostes do que sou... e que percebas nos meus actos desajeitados, nas minhas palavras sem sentido, no brilho límpido dos meus olhos, na minha loucura do dia-à-dia, ... que o que sinto por ti, é a mais linda Rosa deste jardim em que vivemos... e que embora os espinhos existam, é fácil esquecê-los e sentir o doce toque das pétalas da Rosa, sem qualquer dor, sem qualquer remorso...

e senti-lo juntos...

Sábado, 27 de Maio de 2000

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Traição


Quero rasgar-te os olhos do teu rosto podre...
Matar-te tantas vezes que não existam cemitérios no mundo para te enterrar.
Destruíste-me sem pensar duas vezes...
A minha alma foi um monte de cinzas que espalhaste ao vento...
Implodiste o meu mundo como se fosse um castelo de cartas...

Puta...

Aquele era o nosso lar, ali viviam os nossos filhos...
Tenho nojo de lá entrar, sinto os vossos cheiros no ar...
Quero deitar aquilo abaixo e apagar-te da minha vida...
Pegar fogo à casa e queimar-te a ti e a ele lá dentro...
Matar-te mil vezes e apagar a tua existência da minha memória...

Puta...

Dizes que me amas e me queres,
que tudo foi um erro sem valor e sem sentido,
estavas confusa e perdida, com a mente perturbada,
que ele nada é para ti, um corpo e nada mais...

Puta...

Cada gemido teu, uma facada no meu coração,
Cada grito de prazer teu, um murro no meu rosto,
Cada caricia entre os dois, um pontapé no meu peito,
Cada orgasmo, uma bala na minha cabeça...

Puta...

Espero que morras sozinha,
Espero que te desfaças no vento,
Espero que apodreças no éter,
Espero que sofras o que sofri,
e morras sem nunca mais seres feliz...

Publicado em World Art Friends

terça-feira, 29 de abril de 2008

E a maioria ganhou

Caros amigos e leitores, a votação fechou e ganhou o "Sonhei contigo outra vez...", numa disputa renhida com o "Deixa-me morrer..." que perdeu por um voto.
Cheguei a temer ter que desempatar, mas não foi preciso.
Vou seguir o vosso conselho.
Aqueles que votaram noutros poemas o meu muito obrigado.
Foi com alguma surpresa que recebi 18 votos...nunca pensei que seriam tantos, pelo que equacionei no inicio que teria eu também de votar para não ficar apenas com 3 ou quatro votos.
É com alegria que vejo que os meus amigos e leitores estão próximos e que divulgaram esta iniciativa.
Assim irei apresentar a concurso o "Sonhei contigo outra vez..." no World Art Friends e ver o que dá.
Só o facto de participar é algo novo e inesperado para mim, já que nunca pensei que alguma vez iria partilhar estes textos com o público em geral.
É bom saber que o faço e melhor é saber que outros os lêem e, quiçá, os apreciem.
É para vocês que vai o meu profundo obrigado.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pedido aos amigos

Caros leitores e amigos, é com alguma indecisão que recorro a vós para me ajudarem a escolher. Queria propor um poema a concurso no World Art Friends e não sei qual escolher. Assim, peço-vos a vossa ajuda, disponibilidade e amabilidade na escolha. O meu muito obrigado a todos os que participarem.

terça-feira, 8 de abril de 2008

A saga chegou ao fim...


...são sentimentos de ternura o que sinto por aqueles que me acompanharam até ao fim.

A caminhada foi dura, injusta, triste e feroz, mas finalmente acabou e posso olhar para a madrugada com olhos de contentamento.

A ti, que estiveste sempre ao meu lado, na loucura e na tristeza, na felicidade fugaz e nas longas noites sem dormir apenas te posso dar o meu mundo... és a minha rainha e sem ti sou apenas pó.

A vocês, amigos, cavaleiros pujantes de armadura celeste, que de uma maneira ou outra estiveram ao meu lado, dou-vos a minha amizade, pura, sincera e feliz. Podem contar sempre com o meu sorriso e com a minha disponibilidade.

Aos meus irmãos de armas, que continuam na luta e desanimam a cada época, não parem ... o monstro parece feroz e imortal, mas perece com a determinação e a fé de quem é puro...

A todos, o meu obrigado.

Oks...

Gosto dos teus oks... oks de surpresa, oks de admiração, oks que me dizem : Xau...é cada uma que este se lembra...
oks que me fazem sentir bem... bem porque ainda te consigo surpreender, bem porque com 4 meses ainda não sou um assunto decorado, estudado, enfadonho, sem interesse...
sinto-me bem porque ainda consigo pôr-te a pensar...

4 meses... Alegrias, tristezas, medos e coragens, desafios e dúvidas... todos ultrapassados, todos vencidos, todos dominados, todos simplesmente sentidos...

4 meses de carinhos ternos, de emoções fortes, de caricias doces, de beijos apaixonados...sim, muito apaixonados... ainda sinto o mesmo quando sinto os teus lábios como quando te beijei pela primeira vez... paixão, uma paixão arrebatadora, uma paixão que me faz perder a fala, que me faz soltar amarras, que me faz querer estar sempre contigo...

Estar contigo... é raro não estar contigo... é raro os meus pensamentos não estarem centrados em ti, fortes, doces, lindos e vivos... é bom estar contigo...é bom namorar contigo...sinto-me bem, sinto-me humano, sinto-me feliz...

Sinto-me humano....humm...que expressão tão tola, tão estranha... tão augustiana... mas é...contigo sou humano, sou livre, sou eu próprio, sou o máximo que poderia ser e mais...muito mais... sou completo...

Completo...completamente tolo, isso sim... tolo para te surpreender sempre mais...é bom saber que ao fim deste tempo todo, ainda te consigo surpreender, ainda consigo desafiar-te... sim, quero ser o teu desafio, quero que procures sempre resolver-me, quero ser o teu puzzle de amor....

Sou diferente, eu sei... sou capaz de saber tudo sobre tudo...e nada sobre nada... capaz de relacionar coisas que só existem nos nossos sonhos, capaz de ver o impossível e descobrir o mais que possível...

Diferente, eu sei...

às vezes difícil, acredito...

ainda não escreveram nada sobre mim...sou um assunto não estudado...um daqueles mitos que ainda falta descobrir...

Convencido...talvez....

Realista, talvez...

Completamente o oposto do que poderia parecer...talvez...

Simplesmente apaixonado por ti...com certeza...

Criado em Setembro de 2000

sábado, 29 de março de 2008

O tempo que nos separa é o tempo que nos une....

Passaram séculos infinitos, onde vaguei sem rumo neste planeta sem vida.... procurando quem me percebesse, quem me sentisse, quem me conseguisse ver.... tanto tempo...mesmo muito tempo sem te encontrar... tanto que os dias, semanas passavam...como pequenas pedras na mão de uma criança... duravam o suficiente para brincar...mas nunca para guardar...

Achei-te... estavas aqui e eu sem te ver... o tempo começou a aproximar-nos... lembro-me de contar, ansiando, quase perdendo os sentidos, os segundos que faltavam para te ver... lembro que os raros momentos que estávamos juntos faziam desvanecer os dias que se seguiam... o tempo flui no meu ar de graça... parecia um tolo a ver os dias no calendário... um tolo, não...um pateta, que sentia que tudo o que precisava era estar contigo...

Agora estou contigo... e o tempo continua a defraudar-me....as horas que passo ao deitar-me, despedaçam-se sobre o peso das minhas fantasias...imagino-te... só te imagino.... e adormeço, com um sorriso tolo nos lábios, a saber que quando este tempo de descanso passa-se a sonhar contigo... e passa o tempo muito rápido...passa porque sei que quero falar contigo, quero ouvir-te rir de algo que eu digo...das tristes tolices que explodem neste cérebro desvairado que comanda os meus lábios.

Dois meses...tanto se passou...tanto se poderia ter passado...tanto quis que chegassem...tanto quero voltar a vivê-los... tanto desejo estar contigo...tanto te quero...

Vejo este tempo, que tanto nos controla, que tanto nos domina...deixa-me passar o meu tempo ao teu lado, deixa-me viver o fluir deste rio ao teu lado... vamos sentir que o tempo é todo nosso... que o tempo nos une... que somos um segundo nesta eternidade, um momento que jamais se esquecerá...

O tempo... tão perto, tão longe, tão incontrolável, tão indomável, tão como tu...

Teu... por todo o tempo do mundo...


Criado em Julho de 2000

Publicado em World Art Friends

quinta-feira, 27 de março de 2008

Princesa...

Que me fizeste tu, linda princesa
que me fizeste enlouquecer?
Que me fizeste tu, linda princesa
por quem me apaixonei ao anoitecer...

Que me fazes tu, linda princesa
com esses olhos de mel e esse sorriso de flor?
Que me fazes tu, linda princesa
ao me ensinares a descobrir o amor...

Que me farás tu, linda princesa
quando a luz no fim do túnel me quiser?
Que me farás tu, linda princesa
se levar o teu amor comigo ao morrer...

Publicado em World Art Friends

quarta-feira, 26 de março de 2008

Sonhei contigo outra vez

Lá estavas tu, nua e sofrida, sem desejo e dorida,
Procuravas o amor incessante, paixão voraz e inconstante,
Sem mágoas perdias a dor, fugaz sentimentos sem cor,
Querias o amor e sonhavas voar, querias a minha alma e eu sem ta dar...

Sonhei contigo outra vez...

Longe, longe, longe...

Eras um ponto de luz na noite escura e fria, por onde descalça e nua ao longe te via,
Um sarrabisco de giz no quadro negro e sedoso, um grito constante num chorar nervoso,
Eras uma flor que nascia sem cor...
Querias amor e eu sem to dar...

Sonhei contigo outra vez...

Vi-te lá, quase sem te ver...querias mais e eu sem querer...
Eras chuva que molhava o tolo, maquina fotográfica que disparava sem rolo,
Gritavas sem voz num luar sombrio, desejavas o meu toque para afastar o frio,
Querias o meu corpo e eu sem to dar ...

Sonhei contigo outra vez ...

mas quem te queria era eu...

Publicada em World Art Friends

terça-feira, 25 de março de 2008

Deixa-me morrer...


deixa-me só...
prefiro a escuridão molhada das minhas lágrimas à tua luz doentia...

amo-te um amor sem limites,
uma paixão que dilui a minha alma em gotas de sacrifício...

amo-te
sem perceber os limites do teu ser,
sem perceber que és a dor doentia de um luar sem lua,
sem perceber porque que és a imagem que nasce no meu acordar e não morre no meu sereno adormecer,

Mas tu não me deixas morrer...

brincas a desfazer os meus sentimentos como uma criança desfaz uma teia,
sem quereres saber da minha dor, do meu choro, do meu coração...
para ti sou um brinquedo que te distrai ...
usas-me, abusas-me ...
sou o que te faz feliz por ser teu, todo teu...
quando nada me dás em troca, quando apenas te queria a ti...

Mas tu não me deixas morrer...

destróis a minha alma com os teus risos ... gozas com o que sinto ...
só queres o prazer que teu dou, desfeito a teus pés ...
preciso de ti, vivo por ti ... só sou eu quando estou contigo ...
choro rios de sangue que desaguam em lagos repletos de desespero...
não consigo mais,

Mas tu não me deixas morrer...

Publicado em World Art Friends

Porque que a vida nos testa?


Porque que temos que sofrer, sentir ódio, ficar deprimidos, ter falta de fé, sermos algo de irreal, algo de sem sentido, algo que só ocupa espaço, que só impede a vida dos outros... porque?

Não sei porque... talvez não quisesse saber, talvez não pudesse saber, talvez só não queria sentir... talvez...

A vida é feita de talvezes, de coisas que deviam ser, coisas que poderiam ser, coisas que era bom que fossem.... mas não são...

nunca são... a vida não deixa... a vida só nos transforma... a vida só nos faz crescer...

Crescer é sofrer... quando sofro, cresço... quando cresço, deixo de ser aquilo que era, deixo de sentir tudo o que fui, deixo de poder ver o que gostava de ver...

porque é que tem de ser assim? Porque?

Merda...

Odeio-me às vezes...

Deveria ser mais perfeito... deveria ser um cavaleiro andante, de armadura reluzente, que seguisse o seu código de honra, que vivesse e morresse por ele... mas não...

sou imperfeito, falho nos testes da vida, sou um traste que deveria ser algo de bonito... porque é que não sou bonito?

Porque é que a vida é assim...

Porque é que a vida nos testa?

Publicado no World Art Friends

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Para ti...


...meu amor...

Desejos infinitos de cores supremas esvoaçam no meu ser... por ti.

Amores elegantes que golpeiam a minha alma despertam... por ti.

És cor do meu ciume rosa, anseio fugaz de te ter, querer-te... a ti.

Sem mágoas petizes ou dissabores ácidos, és fonte da minha paixão... só tu.

Amor... se minha ... tu, só tu, para sermos nós ...eternamente nós.

Amo-te...a ti.

G

Publicado em Wolrd Art Friends

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Fuga


Capítulo I

D acordou com a ressaca do costume. Boca seca, voz arranhada, o corpo mole e dorido. Enjoado procurou algo para beber, mas só encontrou uma cerveja entornada..."Também serve", pensou D enquanto limpa as remelas dos olhos.
Bebeu o pouco liquido azedo e quente que existia na garrafa de Super-Bock, mas começou a ficar mal disposto. O seu figado, doente e pesado, fonte do tom de pele amarelada que D nos últimos tempos apresenta, deixa-o sempre enjoado e com vómitos. Hoje não é excepção.
D afasta o mosquiteiro que protege a sua cama e corre para o quarto de banho. Tropeça em alguma roupa que está espalhada pelo chão, e cai desamparado sobre uma cadeira...bate com a testa num braço desta e faz um pequeno golpe...a roupa de dias acumulados cai ao chão, bem como a sua pistola e uma soqueira. "Fodasse, não tenho sorte nenhum!" Exclamou D ainda mais amarelado e com sangue a aparecer na testa.
Levanta-se e pega na pistola e arruma-a em cima de uma mesa que faz de cómoda do quarto. O calor já começa a afectá-lo e D interroga-se que horas serão. Olha a volta desorientado enquanto limpa o sangue a uma camisa que estava suja no chão. Não vê nenhum relógio ou telemóvel, por isso vai à persiana fechada para ver se já é de dia. O sol forte cega-o e quase não consegue acabar de abrir a persiana. A luz que ilumina o quarto deixa perceber as rachadelas nas paredes e a humidade no tecto e D lembra-se que aquela espelunca nunca seria a pensão de 4 estrelas que anunciavam no jornal.
Quando consegue abrir os olhos, D observa a paisagem. O mundo continuava, mas as naves aliens não paravam de descarregar armamento e pessoal na avenida principal da cidade...

Fim do capitulo I.

não vás


Doi-me o coração.
Uma dor intensa que começa na ultima lagrima que derramei...

desculpa...

não te quis magoar...

Fui eu que nas sombras da escuridão gritei bem alto o teu nome enquanto partias para o infinito...

não vás

não vás

Quero o teu cheiro em mim, o teu suor no meu beijo...

não vás

Mataste-me com a tua morte ...

não vás

Porque serei um triste... choro por ti ... dá-me um sinal ... leva-me para longe da dor ...

Porque não consigo morrer...

não vás

Publicado em World Art Friends

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Quero perder-me em ti...


menino só e feliz
sorrindo como um perdido
pensando loucuras sem sentido

Quero encontrar-te em mim...

donzela fugaz e etérea
sorrindo com malícia carmim
nada dizendo e dançando em mim

Foge comigo para ali...

lugar sem tristeza ou medo
onde o amor é névoa sincera
e em nós nasceu cedo
como semente que não espera.

A tua boca


tanto prazer e tanto pecado...
tanta dor e tanta tristeza...
beijos lindos, palavras de mel...
doces prazeres escondidos...
fazes-me feliz, fazes-me sentir um calor que me conforta sem queimar, que me faz sorrir sem motivo...
com a tua boca...
levas-me ao céu...

e quando queres trazes-me à dor...
à dor desta realidade que não quero ver, que não quero viver, que não sei como agir...


às vezes, "nothing hurts like your mouth... mouth... mouth"

Assim disse Bush:

You gave me this
Made me give
Your silver grin
still sticking it in
You have some machine soul machine
Soul of Machine


The longest kiss
Feeling furniture days
Drift madly to you
Pollute my heart; Drain


You have stolen me
broken me
stolen me
broken me


All your mental armor drags me down
nothing hurts like your mouth


Your loaded smiles and pretty just deserts
Wish it all for you
So much it never hurts


You have soul machine
Stolen me


all your mental armor drags me down
We can't breathe when we come around
All your mental armor drags me down
nothing hurts like your mouth


We'd been missing long before
never found our way home
We'd been missing long before
we will found our way


You gave me this
made give


you have soul machine
broken free


all your mental armor drags me down
we can't breathe when we come around
all your mental armor drags me down
nothing hurts like your mouth


all your mental armor
all your mental armor
and your mouth...

Hoje acordei...

...e tive vontade de bloggar...
Mais uma noite mal dormida (culpa do vinho e das bolachas) geralmente colocam-me num estado de inquietação e de nostalgia difícil de descrever. Tenho aquele nervoso miudinho que não desaparece, aquele cansaço triste que não me deixa sorrir...

...apetece-me fazer tudo e não fazer nada...

Tenho de trabalhar e só queria ir brincar, brincar com qualquer coisa que me distraisse o suficiente para não ter de pensar muito nas coisas...

Detesto noites mal dormidas que me fazem ficar assim...e já não tenho uma noite bem dormida à séculos...estou condenado a uma vivência mal dormida?

Que se lixe, amanhã há mais...

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Perdi-te num sonho lilás...


fechei os olhos e sonhei-te...

estava contigo no éter e tocava-te sem me mexer
sentia a luz sem cor, sentia o amor sem dor
estava bem, estava puro, estava contigo...

abri os olhos e perdi-te num sonho lilás...

os meus olhos brilharam com lágrimas fugidias
que deslizavam pelo meu corpo nu...

tenho frio...onde estás?

não quero o lilás... quero-te a ti, nada mais, quero-nos aos dois...

sem ti perdi o sonho...
sem ti não sei sonhar...

Publicado em World Art Friends
 
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